O mundo Sugar é uma modalidade de relacionamentos que surgiu como subproduto da revolução sexual.

Ocorre que durante séculos o relacionamento de um casal era ditado por regras únicas e engessadas.
Geralmente a expectativa social era uma só: todo homem e toda mulher seriam heterossexuais, casariam obedecendo uma compatibilidade econômica, religiosa e a união tinha que ser aprovada por ambas as famílias.
Havia uma pressão para a mulher casar virgem devido ao fato que sem métodos anticoncepcionais, era um risco muito alto ela perder a virgindade e engravidar, se nessa época as mulheres nem sequer tinham autonomia social, como criariam filhos sozinhas?
Portanto, o casamento foi criado para organizar a sociedade, promover a manutenção de uma moralidade forçada e nunca questionada, além de que os filhos que viessem, teriam o sustento do pai e o cuidado da mãe.
Ser feliz nessa união não era necessário, bastava estar nela, mantê-la; planejar os filhos e ficar feliz com a chegada deles, também praticamente não ocorria.
A maioria das pessoas só vinha ao mundo porque é instintivo e prazeroso que aquele casal que vivia junto fizesse sexo, só por isso.
Após a década de 1960, com tantas coisas mudando no mundo todo, tais como movimentos que buscavam igualdade para mulheres, pessoas de diversas cores, várias religiões…algo muda e a virgindade para de ser um tabu.
Com camisinhas, pílulas anticoncepcionais e outros métodos, fazer sexo antes do casamento não era sentença de gravidez, então o que impediria mulheres de quererem ter prazer sem culpa e sem uma aliança? Agora além do prazer separado da reprodução, era possível optar por ter uma família ou não. Tudo o que era destino, passou a ser opcional.
A sociedade passou a ver com mais compreensão uniões gays e mulheres solteiras terem sexo com namorados, afinal agora namoros duram anos, não meses, como impedir o impulso hormonal tanto tempo? Agora a mulher estuda e trabalha o suficiente para não depender de pai e marido simplesmente, então como obrigá-la a ficar onde não quer?
Não dizemos aqui que não existe mais nenhum tipo de preconceito contra mulheres ou gays, existe, mas diminuiu e está sendo combatido; nem estamos dizendo que uma pessoa que opte, provavelmente por razões religiosas, por manter expectativas sobre virgindade ou casamento está errada, de modo algum; o que está em questão aqui é a luta para que tudo isso seja uma escolha, não uma imposição.
No mundo Sugar as cartas estão na mesa, há opções hétero ou homossexuais, há opções monogâmicas, abertas, semiabertas (onde só se pede fidelidade para a baby, ou as babies de um mesmo Dad), há mulheres casadas que deixam os maridos se encontrarem com as babies, porque não querem mais fazer sexo, mas querem manter o casamento fraternal, a casa e os cuidados com os filhos, vivendo uma espécie de amizade com o marido, tudo isso pode ocorrer.
O mundo Sugar é massacrado hoje, como a queda do tabu da virgindade foi massacrado quando criaram a camisinha e a pílula; toda revolução em relacionamentos, tudo que envolve a tríplice: sociedade, sexo e dinheiro, sempre será alvo de fofocas e julgamentos.
Isso ocorre porque ao contrário de quem quer o mundo Sugar, a maior parte das pessoas não vive no sal, mas na amargura da mediocridade do medo de falar ou fazer o que querem, ser autêntico custa muito caro!
Você quer pagar o preço?
Meu nome é Bonnie, vivo na Grande São Paulo, estudo, trabalho e pesquiso o mundo Sugar há 6 anos. 
Sou uma Baby muito bem sucedida e não me importo com críticas, politicamente correto e Mimimi!
Se você quer enviar sugestões de pautas para os próximos textos, fique a vontade.
E-mail: bonnie.besugar@gmail.com
2018-06-19T22:48:59+00:00

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